O que fazer em Paraty em 3 dias cabe num roteiro simples: no primeiro dia, você percorre o centro histórico a pé, entre igrejas do século XVIII e ruas de pedra; no segundo, faz o passeio de escuna pela baía, com paradas para banho; no terceiro, vai até Trindade e, se tiver fôlego, à Praia do Sono. A cidade fica no litoral sul do Rio de Janeiro e recebe bem quem viaja sozinha, em casal ou em família.
Como chegar e qual a melhor época para visitar Paraty
Paraty fica na Costa Verde, no sul do estado do Rio de Janeiro, a cerca de 250 km da capital e a pouco mais de 300 km de São Paulo. O acesso é pela BR-101, a Rodovia Rio-Santos, bonita e cheia de curvas: conte umas quatro horas saindo do Rio e de cinco a seis saindo de São Paulo. Há ônibus diretos das rodoviárias das duas capitais.
Antes de decidir o que fazer em Paraty, acerte a data. A melhor época vai de abril a junho e de setembro a novembro, quando chove menos, o calor é ameno e a cidade não está lotada. O verão é quente, chuvoso e caro. A Flip, a Festa Literária Internacional, muda de data a cada ano; o Festival da Cachaça acontece em agosto e a Festa do Divino, entre maio e junho. Nessas semanas, reserve a pousada com meses de antecedência.
Dia 1: o que fazer em Paraty no centro histórico
O centro histórico é fechado para carros: você deixa o veículo no estacionamento e segue a pé pelas ruas de pedras irregulares, o chamado calçamento pé de moleque. Calce um tênis de solado firme, porque salto e rasteirinha fina não aguentam o piso. As casas brancas com portas e janelas coloridas são o cartão-postal da cidade, e vale caminhar sem pressa, entrando nos ateliês e nas lojinhas de doces e artesanato.
Reserve tempo para as igrejas. A Igreja de Santa Rita, de 1722, é a mais antiga e abriga o Museu de Arte Sacra; a Matriz de Nossa Senhora dos Remédios domina a praça central; a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito foi erguida pela população negra escravizada e liberta; e a Capela de Nossa Senhora das Dores fica à beira-mar. No fim da tarde, suba ao Forte Defensor Perpétuo, no Morro da Vila Velha, para ver a baía do alto.
O forte integra o conjunto que a Unesco reconheceu em 2019 como Patrimônio Mundial, sob o nome Paraty e Ilha Grande: Cultura e Biodiversidade. Fique de olho na maré: em dias de lua cheia e lua nova, o mar invade algumas ruas de propósito, porque o traçado colonial foi pensado para que a água limpasse o calçamento. À noite, o centro ganha música ao vivo, frutos do mar e cachaça artesanal. Se você gosta de destinos de praia no Sudeste com história, esse primeiro dia já vale a viagem.
Dia 2: passeio de escuna pela baía
Entre tudo o que fazer em Paraty, o passeio de escuna é o mais procurado, e com razão. Os barcos saem do cais do centro histórico por volta das 10h ou 11h e voltam no meio da tarde, com quatro ou cinco paradas para banho em ilhas e praias que só se alcançam pelo mar. Os roteiros mais comuns passam por pontos como Ilha Comprida, Lagoa Azul, Praia da Lula e Praia Vermelha, de água calma e transparente.
O valor costuma ficar entre algumas dezenas e pouco mais de cem reais por pessoa, conforme a temporada e o que está incluído. Em geral, almoço a bordo e máscara de mergulho são cobrados à parte, então leve dinheiro além do cartão. Compre o passeio na véspera, numa agência do centro, e confirme o horário, que muda com a maré e o tempo.
- Saída do cais entre 10h e 11h, retorno por volta das 15h ou 16h
- Quatro ou cinco paradas para banho, com tempo livre em cada uma
- Protetor solar, chapéu, canga, água e um casaquinho leve para o vento da volta
Dia 3: Trindade e Praia do Sono
Trindade é uma vila de pescadores a cerca de 25 km do centro, dentro do município de Paraty, com acesso por uma estrada de descida íngreme, de carro ou de ônibus municipal, que leva em torno de uma hora. A Praia dos Ranchos fica junto à vila e concentra os restaurantes; a Praia do Meio tem água calma, ótima para crianças; e a Praia do Cepilho, cercada de pedras, é a preferida dos surfistas.
Quem tem disposição segue por uma trilha de 20 a 30 minutos, ou vai de barco, até a Praia do Cachadaço e sua piscina natural entre pedras. Vá cedo: o estacionamento em Trindade é pago e lota nos fins de semana. A Praia do Sono fica em área de proteção ambiental, sem carros, com camping e restaurantes simples da comunidade caiçara; o acesso é por trilha de cerca de uma hora a partir da região de Laranjeiras ou por barco.
Se a dúvida é o que fazer em Paraty quando não se quer praia no terceiro dia, a resposta está na estrada Paraty-Cunha: a Cachoeira do Tobogã e o Poço do Tarzan ficam no bairro da Penha, perto de engenhos de cachaça abertos para visita e degustação. Outra opção é Paraty-Mirim, praia tranquila com igreja histórica e saída de barcos para o Saco do Mamanguá.
Quanto custa e onde se hospedar
Os gastos variam bastante com a época. Na baixa temporada, pousadas simples no centro ou no bairro do Pontal oferecem diárias para casal a partir de algumas centenas de reais; em feriados, no verão e durante a Flip, os mesmos quartos podem custar mais que o dobro. Ficar a pé do centro histórico compensa, porque você evita estacionamento e volta caminhando dos jantares.
Definido o que fazer em Paraty, some ao orçamento a escuna, o transporte até Trindade e as refeições, que pesam mais no centro. Para economizar, prefira a semana ao fim de semana, pesquise hostels nos bairros vizinhos e faça uma refeição do dia em padarias e mercados. As ideias do nosso guia de viagem barata sem abrir mão do conforto funcionam bem aqui, sobretudo reservar cedo e fugir da alta temporada.
Erros que atrapalham o roteiro
O erro mais comum de quem pesquisa o que fazer em Paraty é tentar encaixar tudo em dois dias e passar a viagem correndo. O centro pede caminhada lenta, a escuna toma o dia inteiro e Trindade merece pelo menos uma tarde. Outro deslize é chegar de carro e insistir em circular pelo centro: as ruas são fechadas, e o jeito é estacionar e andar.
Na mala, o excesso de salto e de peças delicadas se arrepende no primeiro passeio. Tênis, sandália de borracha para as trilhas, roupa de banho, uma peça mais arrumada para o jantar e capa de chuva resolvem quase tudo; nossa lista de mala de praia para três dias ajuda a fechar o restante. E não ignore a previsão: com tempo fechado os barcos podem não sair, então deixe a escuna para o dia de céu limpo e tenha as cachoeiras como plano B.
Perguntas frequentes
Precisa de carro para conhecer Paraty?
Não. O centro histórico é percorrido a pé, o passeio de escuna sai do cais no centro e há ônibus municipal até Trindade. O carro ajuda apenas para as cachoeiras e os alambiques da estrada Paraty-Cunha ou para chegar a Paraty-Mirim, mas esses passeios também podem ser feitos com agências locais. Se for de carro, escolha uma pousada com vaga.
Paraty é um bom destino para viajar com crianças?
Sim, com alguns ajustes. A Praia do Meio, em Trindade, e a Praia do Jabaquara, perto do centro, têm água calma e rasa. O passeio de escuna costuma divertir crianças pequenas, desde que você leve lanche e protetor. Evite trilhas longas com os menores, prefira barco para as praias isoladas e lembre que o calçamento do centro dificulta o carrinho de bebê.
Dois dias são suficientes para ver o que fazer em Paraty?
Dois dias cobrem o essencial: o centro histórico num dia e a escuna no outro. Com três, você acrescenta Trindade ou as cachoeiras. A partir de quatro, entram passeios que pedem agendamento e deslocamento, como o Caminho do Ouro, trecho calçado da Estrada Real na Serra da Bocaina, o Saco do Mamanguá e a Praia do Sono com pernoite.


