sexta-feira, outubro 9
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As praias de Florianópolis com crianças que mais funcionam ficam no norte da ilha, voltadas para a baía e protegidas das ondas: Jurerê, Canasvieiras, Daniela, Ponta das Canas, Lagoinha e Cachoeira do Bom Jesus têm mar calmo, água rasa e estrutura por perto. Praia do Forte, prainha da Barra da Lagoa, Pântano do Sul e Lagoa do Peri completam a lista. Joaquina, Mole e Campeche ficam para quando os filhos já nadarem.

Como escolher praias de Florianópolis com crianças

Florianópolis (SC) tem mais de 40 praias e nem todas combinam com balde e pazinha. A regra é simples: o lado voltado para as baías tem mar calmo; o lado voltado para o oceano aberto, no leste, recebe ondas fortes e correntes de retorno. Em dia de chuva, veja o que fazer em Florianópolis além das praias para salvar o roteiro.

Além do mar, pese quatro pontos: água rasa por vários metros, sombra natural ou quiosque para alugar guarda-sol, banheiro e chuveiro por perto e posto de guarda-vidas na temporada. Estacionamento conta também, porque carregar criança e bolsa térmica por 500 metros de areia cansa antes de abrir a canga. Depois de chuva forte, confira o boletim de balneabilidade do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina: algumas praias urbanas do norte têm trechos impróprios para banho.

Norte da ilha: Jurerê, Canasvieiras e Daniela

Jurerê é a praia mais famosa do norte, com mar de piscina, água rasa e areia firme. Prós: ondas quase inexistentes, restaurantes, farmácia e mercado por perto. Contras: em Jurerê Internacional os preços são os mais altos da ilha, e a areia lota em janeiro. A parte tradicional, a leste, é mais simples e barata.

Canasvieiras tem mar igualmente calmo e a maior estrutura da ilha para famílias: quiosques, aluguel de cadeiras, pedalinho e banana boat. Prós: tudo à mão e boa oferta de apartamentos por temporada. Contras: é a praia mais cheia da alta temporada, com barulho e trânsito lento. Fora de janeiro, vira uma das melhores praias de Florianópolis com crianças.

Daniela fica no fim de uma estrada depois de Jurerê, de frente para a baía e o manguezal. Prós: água rasa por dezenas de metros, bancos de areia na maré baixa e clima de praia de bairro. Contras: estrutura pequena, poucos quiosques e pouca sombra, então leve guarda-sol e lanche de casa.

Ponta das Canas, Lagoinha, Cachoeira do Bom Jesus e Praia do Forte

Ponta das Canas é uma praia de pescadores com mar sem ondas e uma lagoa que se forma junto ao canal, a Lagoinha de Ponta das Canas, onde a água fica morna e na altura do joelho. Prós: ideal para bebê e criança que ainda não nada. Contras: a lagoa é pequena e enche cedo, e o estacionamento na rua é disputado.

Lagoinha do Norte é uma enseada curta entre morros, com mar calmo e clima de vila. Prós: pouca gente, silêncio e areia limpa. Contras: quase nenhuma estrutura, o que exige levar tudo de casa. Cachoeira do Bom Jesus, entre Canasvieiras e Ponta das Canas, junta mar manso com orla menos cheia e aluguel por temporada mais em conta.

A Praia do Forte, a oeste de Jurerê, tem areia estreita, água rasa e a Fortaleza de São José da Ponta Grossa a poucos passos, visita que rende uma manhã diferente. Prós: mar tranquilo e passeio cultural no mesmo lugar. Contras: areia pequena e poucos lugares para almoçar.

Fora do norte: Barra da Lagoa, Pântano do Sul e Lagoa do Peri

A Barra da Lagoa, no leste, tem ondas na praia principal, mas guarda dois trechos bons para crianças: a margem do canal, de água calma, e a prainha com piscinas naturais entre as pedras, alcançada por passarela pênsil. Prós: vila de pescadores charmosa e projeto de preservação de tartarugas para visitar. Contras: a passarela não comporta carrinho de bebê, e as piscinas exigem atenção redobrada.

O Pântano do Sul, no extremo sul, é uma enseada abrigada com mar manso na maior parte do ano e barcos coloridos na areia. Prós: restaurantes tradicionais de frutos do mar e ambiente de vila. Contras: fica a cerca de 40 minutos do centro e tem pouca sombra; em dias de vento sul o mar pode ficar agitado.

A Lagoa do Peri não é mar, mas resolve o dia de muita família: é uma lagoa de água doce dentro de um parque municipal, com água rasa e morna, sem ondas nem correntes. Prós: nenhuma arrebentação, trilhas leves e gramado para piquenique. Contras: estacionamento limitado e sem quiosques, então leve lanche e água.

Praias para evitar com crianças pequenas

Joaquina, Praia Mole, Praia Brava, Santinho, Moçambique e Campeche são praias de mar aberto, com ondas fortes e correntes de retorno. São lindas e cheias de surfistas, mas não entram na lista de praias de Florianópolis com crianças pequenas. Vá para caminhar na areia ou ver o pôr do sol, com os filhos longe da arrebentação, e respeite a bandeira dos guarda-vidas: verde é mar tranquilo, amarela pede cautela e vermelha manda ficar fora da água.

A exceção é a Ilha do Campeche, por barco a partir da Armação ou da Barra da Lagoa, com água transparente e snorkel. O passeio é indicado para crianças maiores, que já nadam, e tem visitantes limitados por dia, com reserva na temporada.

Melhor época e faixa de custo

A água em Florianópolis só esquenta entre dezembro e março, quando o mar passa dos 22 graus. Janeiro é o pico: praias cheias, trânsito na ponte e as diárias mais altas do ano. Fim de fevereiro e março costumam ser o melhor equilíbrio entre mar morno, dias longos e praias de Florianópolis com crianças menos lotadas. Novembro e abril têm sol e preço de baixa temporada, mas água fria.

Sobre custos, pense em três faixas: Jurerê Internacional é a mais cara em hospedagem e alimentação; Canasvieiras, Ingleses e Cachoeira do Bom Jesus têm a maior oferta de apartamentos por temporada, com preço médio; Daniela, Ponta das Canas e o sul ficam numa faixa intermediária, com pousadas familiares. Em janeiro, a diária pode chegar perto do dobro da de março. Se o orçamento apertar, outras praias de Santa Catarina têm enseadas calmas e diárias mais baixas.

Erros comuns na praia com crianças e o que levar

O erro mais frequente é chegar depois das 10h e só sair às 16h, nas horas de sol mais forte. Nas praias de Florianópolis com crianças, a rotina que funciona é chegar cedo, sair para almoçar e descansar e voltar no fim da tarde, quando o vento diminui e a luz fica suave.

Outro deslize é confiar só na boia de braço. Ela ajuda, mas não substitui um adulto a um braço de distância, mesmo em mar raso. Combine antes quem cuida de cada criança a cada hora. Para montar a mala e a rotina, veja as dicas de viagem em família com crianças.

  • Guarda-sol ou tenda, porque muitas praias calmas do norte têm pouca sombra natural
  • Protetor solar infantil, reaplicado a cada duas horas e depois do banho de mar
  • Água e frutas em bolsa térmica, já que nem toda praia tem quiosque
  • Camiseta com proteção UV, chapéu e sapatilha de borracha para as prainhas de pedra

Perguntas frequentes

Qual é a praia mais calma de Florianópolis para bebês?

A Lagoinha de Ponta das Canas e a Daniela são as apostas mais tranquilas para bebês: água morna, rasa por muitos metros e praticamente sem ondas. A Lagoa do Peri, de água doce e sem correntes, é outra boa escolha. Em todas, prefira a manhã cedo, com menos gente e sol fraco.

Florianópolis tem praias com água morna?

No verão, sim. As praias do norte da ilha, voltadas para a baía, como Jurerê, Canasvieiras e Ponta das Canas, são as que mais aquecem entre dezembro e março. No leste, a água vem de mar aberto e fica mais fria mesmo em janeiro. Fora da temporada, o banho de mar fica curto para as crianças.

Dá para ir de ônibus às praias do norte com crianças?

Dá, sim. Do terminal do centro saem linhas para Canasvieiras, Ingleses e Jurerê, com integração nos terminais da ilha, e a viagem leva de 40 minutos a uma hora, mais em janeiro. Com bebê, carrinho e bagagem, o carro é mais prático, mas na alta temporada conte o tempo parado no trânsito da ponte.

Fontes

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